FAQ

1) O que é uma Fotografia Fine Art?

Este FAQ – Fotografia Fine Art é uma elaboração de Eduardo Trauer que busca contribuir com o esclarecimento de dúvidas comuns a este termo que está em crescente no Brasil e no mundo. É importante deixar claro que não existe – ainda – no mundo uma definição formatada sobre Fotografia Fine Art, porém seguimos a linha de vários profissionais renomados e trabalhamos com alguns parâmetros que consideramos imprescindíveis, sendo eles: (a fotografia acima foi tirada por Endrigo Rigueto no Studio Multicor)

  1. É uma fotografia de origem Autoral e não Publicitária e traz fortemente as características pessoais e profissionais do Fotógrafo, sua vivência, experiência e conhecimentos;
  2. Todo o processo de tangibilização, ou seja, de transformação do arquivo digital (estamos focando na fotografia digital) em fotografia impressa passa por um profissional com grande conhecimento e formação na área, que trabalha em Studio/Atelier Certificado pelas melhores empresas de Papéis Fine Art. Todo este processo e materiais utilizados seguem parâmetros rígidos voltados para a melhor conservação das fotografias no decorrer do tempo. São processos e materiais aceitos pelos principais museus do mundo. Os Studios/Ateliers utilizados por Eduardo Trauer são, em sua grande maioria das vezes o ADI – Atelier de Impressão de São Paulo, Credenciado Canson e dirigido pelo renomado Clicio Barroso Filho que tem em sua equipe René Lentino e o Studio Multicor de Florianópolis, primeiro Studio Credenciado Hahnemühle nos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde as impressões são cuidadosamente trabalhadas pelos exímios Impressores Endrigo Righeto e Alexandre Freitas. A impressão realizada em Studios/Ateliers credenciados é uma garantia de qualidade e profissionalismo tanto para o Autor da Fotografia quanto para seus futuros proprietários. Não representa uma condição sine qua non, porém, endossa uma segurança muito interessante;
  3. Alguns exemplos: Ambiente climatizado e com umidade controlada, paredes da sala de edição pintadas com a cor cinza neutro (sugiro a leitora do artigo Cores Precisas em Seu Espaço de Trabalho, de René Lentino, da Fototech) para não interferir na imagem que é editada e vista em monitores também calibrados em conjunto com a impressora. A iluminação também deve ser controlada, sendo recomendado o uso de lâmpadas especiais com temperatura de cor constante – 5.000K e, como ressalta Iwata Jr, a lâmpada deve ser trocada sempre que a sua temperatura de cor mudar e não somente quando a mesma queimar. Desta forma a fotografia impressa seguirá minuciosamente as cores e contrastes originais que o fotógrafo escolheu. As tintas e todos os materiais utilizados são com Ph neutro;
  4. Os papéis são de altíssima qualidade e com a garantia de que – sendo bem manipulados e mantidos – chegarão a pelo menos 100 – 150 anos sem perder suas características originais, dando segurança ao seu proprietário e valorizando a obra como um bem comercial e cultural;
  5. Durante a manipulação das Fotografias são utilizadas luvas de algodão e – havendo necessidade – máscaras para evitar a queda de saliva no papel. Desta forma garante-se que a gordura das mãos também não serão transferidas para o papel e assim este é resguardado do ataque futuro de bactérias e fungos;
  6. Otávia Oliveira May apresenta uma informação muito interessante referindo-se a descrição do trabalho do exemplar fotógrafo e cineasta Fabio Cabral: “O termo Fine significa pureza de qualquer coisa e, quando aplicado a uma habilidade (denominação direta do termo Arte), assume-se como Fine Art. Também é de referir que a Fine Art não tem obrigatoriamente a ver com expressão artística e fotografia artística. É uma busca da pureza dos elementos e sua estética, envolvendo uma abordagem filosófica nesse sentido. A forma como se encarna o objeto fotográfico (a perspectiva filosófica da fotografia) é que determina se a Fine Art envolve uma expressão artística ou não”.
  7. Profissionais que são referência em Fotografia Fine Art e que em muito tem contribuído para um esclarecimento deste mercado: Carlos Nascimento, da Solução & Imagem; Clicio Barroso, do ADI – Atelier de Impressão de São Paulo; Kazuo Okubo, da Galeria A Casa da Luz Vermelha – Brasília; Luciana Leite, da Hanhemühle – Alemanha; Sérgio Burgi, do Instituto Moreira Salles; Gervásio Kawai, da Dina HahnemühleRicardo Fernandes, da Ricardo Fernandes Gallery e Geraldo Garcia, da Fotografia & Ideias. Uma excelente publicação que está abordando a Fotografia Fine Art, através do Editor Marcello Barbusci é a Revista Black&White In Color for Photographers e também a Revista Fhox.

 

2) Toda Fotografia considerada Arte é Fine Art?

Uma fotografia considerada Obra de Arte não necessariamente será Fine Art, pois seu processo de tangibilização – de acordo com nossa percepção – pode não seguir o rigor necessário para a sua conservação no decorrer dos anos e conseqüentemente sua durabilidade.

A Fotografia Fine Art, conforme explicitado em sua definição, tem origem no processo autoral do fotógrafo e respeita os processos e materiais exigidos a uma Certificação de Studio/Atelier que garante desta forma que os materiais utilizados respeitam todas as exigências para a sua conservação.

 

3) Como é formado o preço de cada Fotografia Fine Art?

Neste mercado não existe uma regra rígida para a formação de preços e seus valores devem respeitar o bom senso e a conhecida lei da Oferta e Demanda. Quanto mais rara é a fotografia, a tendência de seus valores serem mais elevados é maior.

O currículo, experiência e premiações do fotógrafo também influenciam nos valores de suas obras, bem como Exposições realizadas e locais onde suas fotografias estão expostas.

A tendência é que quanto menor a Série da Fotografia, mais valorizada a mesma pode ser. É importante deixar claro que a aceitabilidade final é decorrente das pessoas que gostam, valorizam e adquirem estas obras.

Em tese, fotografias com tiragens maiores – exemplo: Tiragens de #100 exemplares de cada fotografia, tendem a ter um valor menor que a mesma fotografia em Tiragens de #30, #17, #05 ou até mesmo #01 exemplar. Este número, geralmente antecedido pelo símbolo “#” representa a tiragem da fotografia (número de fotografias impressas com este formato).

Na Fotografia Fine Art, uma Série com Tiragem de #50 fotografias, por exemplo, sendo preço inicial de R$ 520,00, com as vendas das impressões a tendência é de que o seu preço aumente no decorrer deste processo. Quando 20 fotografias forem adquiridas, provavelmente seu valor irá aumentar, pois terão menos exemplares disponíveis no mercado e, quando neste exemplo 48 fotografias já tiverem sido comercializadas, faltando apenas 02 fotografias para encerrar a Tiragem, seu valor estará ainda mais alto. Este comportamento do mercado tende a agir em todas as Fotografias. Quanto menos disponibilidade no mercado, maior o seu valor.

Desta forma, o quanto antes você comprar uma Fotografia Fine Art Seriada, mais acessível ela será e a tendência será valorizar com o decorrer do tempo.

Em compensação, Fotografias Fine Art com Tiragens maiores permitem que o público possa adquirir estas imagens com valores nominais mais em conta e Eduardo Trauer busca equilibrar este mercado com diferentes Tiragens em suas Séries, tornando a Fotografia Fine Art uma bela opção tanto para um Presente Diferenciado quanto para uma Aquisição Particular. Configura-se em um Bem de Luxo Acessível.

 

4) O que é a Tiragem ou Edição Limitada?

Tiragem refere-se ao número de exemplares que serão impressos de cada fotografia naquele tamanho/formato estipulado. Isto significa que nenhuma outra fotografia neste formato será impressa e comercializada além do número máximo da tiragem, excetuando-se uma possível Prova do Artista (#PA) ou Artist’s Proof (#AP). Quanto menor a tiragem, maior a escassez da mesma no mercado e provavelmente maior será o seu valor. Este é um compromisso do Fotógrafo e vincula diretamente a seriedade e honestidade de seu trabalho e reputação.

Nós buscamos trabalhar um preço bastante adequado ao consumidor e a realidade do mercado nacional, facilitando assim a aquisição da Fotografia Fine Art. Eduardo Trauer trabalha com diferentes tiragens. As tiragens maiores são estipuladas para facilitar o acesso a compra das Fotografias Fine Art pelos apreciadores, sendo ótimas opções para Presentes Diferenciados em Aniversários, Casamentos, Dia dos Namorados, Dia das Mães, Dia dos Pais, Natal e Surpresas que podem ser realizadas diariamente. A gama de valores possibilita a aquisição destas obras com uma variedade de temas que certamente se adequarão aos espaços residenciais e comerciais dos apreciadores da Fotografia Fine Art.

A Edição é Limitada exatamente porque fixamos no número máximo de exemplares de cada fotografia de acordo com as suas Tiragens, influenciando na sua possível valorização no mercado no decorrer do tempo. Uma fotografia com Tiragem Limitada tende a ser mais valorizada que uma fotografia com Tiragem Ilimitada. Novamente nos reportamos a Lei da Oferta e da Demanda.

 

5) O que é Prova do Artista (PA) ou Artist’s Proof (AP)?

Geralmente é a primeira impressão de uma Série de Fotografias Fine Art (estamos abordando este tema aqui) no papel escolhido para que o autor possa verificar se a sua idéia da imagem está adequada a impressão, se as tonalidades de cores e contrastes respeitam ao que foi visto e editado nos computadores e monitores. Pode ser uma fotografia completa ou uma parte da imagem a ser impressa. A mesma não conta no número da Tiragem e é registrada como #AP ou #PA.

 

6) Por que o processo de Emolduração é importante para a Fotografia Fine Art?

Tudo é importante. De nada adianta a Fotografia ser impressa em um papel de qualidade Hahnemühle ou Canson, por exemplo, em um Studio Certificado por estas empresas e colocar esta fotografia em uma moldura que não respeita os cuidados necessários para a sua conservação.

Imagine uma fotografia que passou por todos os rigores técnicos para ser produzida e que até a sua saída do Studio/Atelier de Impressão, foi assinada pelo Fotógrafo que utilizou luvas de algodão para não contaminar a fotografia com gordura da sua pele e depois esta Fotografia é manipulada sem cuidados, sendo tocada manualmente, sendo utilizado colas e fitas comuns e o próprio passe partout utilizado – quando utilizado – não é de Ph neutro (lamentavelmente muito comum, até mesmo papéis cartões comuns). Todo o processo inicial torna-se inútil para a conservação desta Fotografia.

Portanto, é muito importante que o processo seja respeitado como um todo e este cuidado visa a conservação e valorização da sua fotografia.

Ressalto novamente que é fundamental a Educação neste processo, pois a grande maioria das pessoas e empresas desconhecem estes cuidados.

 

7) Que outros materiais são utilizados em uma Fotografia Fine Art?

As Fotografias de Eduardo Trauer são impressas em papéis Fine Art Hahnemühle, Canson e/ou Awagami em Studios/Ateliers Credenciados Hahnemühle e/ou Cansoncomo o ADI – Atelier de Impressão de São Paulo e o Studio Multicor em Florianópolis.

As tintas utilizadas nas impressões são de alta permanência e de Ph Neutro, seguindo as mesmas exigências dos principais museus do mundo. Todos os demais materiais utilizados, fitas adesivas para a montagem da fotografia, cantoneiras, passe partout também são de Ph Neutro. No caso das fotografias não emolduradas, os envelopes utilizados são também de Ph Neutro e fabricados pelo Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro, um dos mais conceituados no Brasil no que se refere a Obras e Artes.

Quando emolduradas, sugerimos utilizar a moldura de alumínio que tende a não sofrer conformação com o tempo e também não terá a probabilidade de incidência de cupins e fungos no decorrer do tempo, porém madeiras certificadas e tratadas também apresentam um lindo acabamento, mas o tratamento adequado para estas madeiras é imprescindível. Uma madeira sem as condições adequadas poderá ser um chamariz para cupins, insetos e fungos e irá, certamente, contaminar tanto o passe partout quanto a fotografia.

A montagem deve seguir os padrões exigentes de conservação, garantindo assim a proteção para a obra. Cabe também ao seu proprietário o cuidado na sua manutenção, não deixando a Fotografia receber incidência de luz direta solar e também não colocá-la em ambientes úmidos ou paredes com umidade.

 

8) O que é Passe Partout e por quê ele é necessário na Fotografia Fine Art?

A palavra é de origem francesa e composta pelo verbo “passar” seguido por “em todos os lugares, de todos os lados”.

É um papel cartão com uma gramatura alta – de Ph Neutro – que fica entre a fotografia e a moldura e tem o objetivo de proteger a obra no decorrer do tempo. Qualquer umidade ou interferência do ambiente externo irá primeiro atingir o passe partout, possibilitando assim trocá-lo se necessário for e fortalecendo a proteção da fotografia. Quanto maior o passe partout, além do efeito estético, maior será a proteção para a Fotografia Fine Art, pois no caso de contaminação deste por influencias externas como umidade e fungos, seu proprietário terá mais tempo para perceber estas interferências e poderá assim trocar o passe partout preservando a qualidade da Fotografia Fine Art.

O passe partout deve ser de Ph Neutro para não contaminar a fotografia. Lamentavelmente é muito comum encontrarmos no mercado papéis cartão comuns sendo utilizados. Se o seu preço for muito baixo, desconfie.

Além disso, o passe partout permite a formação de um “colchão de ar” entre a fotografia e o vidro, fazendo com que não haja transferência direta de temperatura e condensação do ar entre a superfície do vidro e o papel da fotografia. É mais uma proteção para a obra.

Existem várias cores e texturas de passe partout e, particularmente, gosto muito de utilizar o Canson Mi-Teintes, miolo de cor branca e livre de ácido. É o passe partout que integra as obras da Série “Harmonia | Expresso Rural“, exposta no MIS/SC de 28 de maio a 27 de julho de 2014, com Tiragens de #33 e #17, dependendo do formato).

Não aconselhamos de forma alguma os conhecidos “sanduíches de vidro” para a finalização de Fotografias Fine Art. Neste processo, existe a transferência direta de temperatura e possível condensação do ar, transmitindo assim propriedades não benéficas para a fotografia que poderá grudar no vidro e perder suas características, sendo danificada muito facilmente. A sua durabilidade – em qualquer modalidade – tenderá a ser bem menor no que tange a conservação e manutenção das propriedades originais da fotografia.

 

9) O que é Certificado de Autenticidade e Certificado de Impressão na Fotografia Fine Art ?

O Certificado de Impressão é fornecido/adquirido pelo Studio/Atelier Credenciado e garante ao proprietário da Fotografia Fine Art que a mesma foi gerada e manipulada, até sua saída do Studio/Atelier Credenciado seguindo as mais rígidas normas exigidas – em nosso caso – pela Hahnemühle e Canson. É uma garantia para a conservação da sua obra.

Neste Certificado também inserimos a Autenticidade da fotografia, assinada pelo Fotógrafo e significa um compromisso de que o mesmo não irá gerar mais impressões do que aquelas que ele se comprometeu nas suas Séries e Tiragens.

 

10) Existe um local correto para assinar a Fotografia Fine Art e o que significam os símbolos e números existentes nas Fotografias Fine Art de Eduardo Trauer?

A definição dos locais não é uma regra rígida, mas com o uso podemos, no decorrer do tempo, gerar um padrão que facilitará ao proprietário a identificação destes símbolos, números e assinaturas.

No caso de Eduardo Trauer, ele inicia a assinatura – sempre com grafite alemão 6B – no lado inferior direito com a escrita da Expressão Japonesa Ichigo Ichie 一期一会 que Eduardo Trauer incorporou em sua assinatura. É uma das expressões mais respeitadas na cultura japonesa e deu origem a identidade visual de eTrauer Creative Photo Studios. No canto inferior direito, na parte de baixo da área de contato (parte não impressa da Fotografia Fine Art) estará a Assinatura de Eduardo Trauer e, no canto Inferior Esquerdo estará registrada a Tiragem da Fotografia Fine Art, como por exemplo: #04/17, que significa que é o exemplar 04 de um máximo de 17 impressões neste formato. Também poderá aparecer as iniciais #AP, que é o Artist’s Proof ou Prova do Artista. Algumas vezes Eduardo Trauer escreve – também sempre com grafite alemão 6B e utilizando luvas de algodão – no verso da obra as suas características. Em presentes pessoais e especiais poderá haver uma dedicatória no verso.

Como menciona Kazuo Okubo, “a escrita com grafite dilacera o papel gerando assim um registro único do autor. É como uma impressão digital que permitirá, em um futuro, o resgate da autenticidade da obra caso venha a ser necessária, distinguindo-a de possíveis imitações e/ou falsificações”. Além de tudo, é um processo poético.

Quando o papel utilizado é o Hahnemühle, no verso terá também um Selo Holográfico Numerado adquirido diretamente da Hahnemühle. É o mesmo selo que consta no Certificado de Impressão e somente 2 selos iguais foram emitidos no mundo, uma colado na Fotografia Fine Art e o outro colado no Certificado de Autenticidade.

 

11) A Fotografia Fine Art pode ser um Presente Diferenciado?

Sim, perfeitamente! A Fotografia Fine Art, pela suas características, exclusividade e possibilidades de escolhas adequando-se ao estilo de vida e preferências da pessoa que será presenteada é uma opção ímpar para Presentes Especiais nas mais diversas ocasiões. Além da possibilidade de agradar, possivelmente será um presente que ficará em exposição nas paredes e a cada olhar trará as lembranças de momentos especiais e propiciará interpretações múltiplas da cena registrada. Momentos únicos que entram para as histórias das pessoas.

 

12) A Fotografia Fine Art pode ser considerada um Luxo Acessível?

Tudo dependerá do valor financeiro referente a cada Fotografia Fine Art, mas temos obras que respeitam a todos os critérios de autoria e de impressão e acabamentos com preços bem acessíveis, adequados as suas Tiragens. É sem dúvida nenhuma, um objeto de Luxo Acessível, um Presente Especial, um Bem Especial que pode estar inserido tanto em ambientes residenciais quanto profissionais. Uma ótima opção para Decoração, Coleção, Investimento e Recordação, de um mercado que vem em crescente e está despertando curiosidades e informações no Brasil e no mundo.

 

13) Qual é o tipo de vidro mais adequado para proteger uma Fotografia Fine Art ?

Esta é uma questão que envolve o Bom Senso e a relação Custo-Benefício. A solução ideal é a utilização de vidros com proteção dos raios nocivos Ultra Violeta (UV), que possibilitam uma gama de transparência possibilitando perceber as texturas e cores da Fotografia Fine Art, bem como eliminam reflexos indesejáveis dos vidros comuns. A questão é que estes vidros têm, devido sua tecnologia, um valor nominal elevado e que em muitas vezes acabará sendo mais alto que o valor da própria Fotografia Fine Art. Por este motivo aconselho seu uso em obras de grande valor financeiro e/ou sentimental.

A solução que considero é o uso de vidros transparentes, pois estes possibilitam a percepção dos detalhes das texturas do papel, bem como a tonalidade das cores e contrastes e estarão protegendo a obra, desde que não tenha a incidência direta da luz solar. Não é o mesmo grau de proteção dos vidros especiais, mas a relação custo-benefício ganha valor nesta opção. Os vidros anti-reflexos perdem – ao meu ver – a percepção poética das Fotografias Fine Art, porque estes eliminam – junto com o reflexo – boa parte da visibilidade das texturas e até mesmo das cores.

Se escolhemos um Papel Fine Art que teve em todo o seu processo o cuidado para manter suas texturas originais, eu não gostaria de ter esta percepção tolhida pelo vidro anti-reflexo e, se posicionarmos a iluminação de uma forma adequada, os reflexos da iluminação serão minimizados e até mesmo eliminados. É claro que o reflexo do observador poderá aparecer, mas faz parte da “vivacidade e poesia” da Fotografia Fine Art.

 

14) Por que algumas Tiragens das Fotografias Fine Art de Eduardo Trauer são maiores que #05?

De uma forma geral, as galerias oferecem obras com tiragens únicas ou pequenas, entre #03 e #05, tendo seus preços voltados para grandes colecionadores e investidores, para instituições e museus. Como uma alternativa para o público há, nas lojas dos museus, reproduções ilimitadas de muitas obras. Encontramos então uma possibilidade existente em algumas instituições no mundo, como a LUMAS, em que é possível ofertar uma obra original e assinada a mão (hand signed) com tiragens um pouco maiores e possibilitando assim a aquisição por novos colecionadores e apreciadores amantes da arte. São Tiragens Limitadas, hand signed e Certificadas. Um Luxo Acessível ao seu bom gosto.

 

15) Qual é a importância da Assinatura na Fotografia Fine Art ?

Acredito que a Fotografia Fine Art somente se torna uma obra original se estiver assinada pelo próprio artista (hand signed) ou, no caso de um Fotógrafo já falecido, se assinada pelo Curador de uma Instituição de Respeito Internacional. Além da assinatura, as Fotografias Fine Art de Eduardo Trauer são acompanhadas por um Certificado de Autenticidade/Impressão que contém todas as informações sobre esta edição, tais quais o Formato, a Data, o Total de Circulação e o Número da Edição.

 

16) Como conservar a minha Fotografia Fine Art ?

Seguimos as recomendações da Galeria A Casa da Luz Vermelha, de Kazuo Okubo: “O papel museológico próprio para Fine Art e a tinta a base de pigmentos minerais são características da alta qualidade e durabilidade de uma impressão fotográfica. Estas características permitem a fidelidade da imagem e sua permanência se a Fotografia for adequadamente emoldurada, exposta e arquivada. Porém, todo papel é frágil se exposto à condições inadequadas. Por isso, a Fotografia Fine Art deve ser mantida longe de luz intensa ou direta, poeira e humidade. Após emoldurada, evite que a Fotografia Fine Art fique exposta a luz intensa e nunca deixe-a diretamente exposta ao sol, à poeira e à umidade intensa. Em épocas do ano onde há grande incidência de luz (verão) ou umidade intensa (chuvas) recomenda-se arquivar a fotografia em local protegido se a mesma ainda não estiver adequadamente emoldurada. Quando a Fotografia Fine Art não estiver na moldura, recomenda-se arquivar a Fotografia Fine Art no passe partout de Ph neutro embalada em Papel Manteiga ou em um Envelope de Polyester como os fabricados pelo Instituto Moreira Salles, ambos de Ph neutro. Conserve-a em local que apresente moderadas alterações de temperatura e umidade, longe de luz intensa e poeira. Para evitar danos a Fotografia Fine Art, os adesivos que possam estar na embalagem não devem entrar em contato com a impressão. Remova-os completamente antes de começar a desembalar a Fotografia Fine Art“.